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Sol: Afinal, o sol faz bem ou mal? Descubra a resposta

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Sol: Afinal, o sol faz bem ou mal? Descubra a resposta

by Eduardo Aranha

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“A exposição excessiva à luz solar é causa subjacente de efeitos nocivos na pele, olhos e sistema imunitário”: é este o alerta dado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que sublinha, numa mensagem no seu site, que as radiações ultravioleta (UVA e UVB) são inimigas da saúde. Vários estudos provaram que o aumento da incidência de cancros cutâneos nas últimas décadas está diretamente associado à popularidade das atividades ao ar livre e à exposição solar com fins lúdicos.

Mas o sol também tem o seu lado mais benéfico. Graças à relação da luminosidade com o calor, que estimula a circulação sanguínea, a radiação solar  promove, por exemplo, o bem-estar geral. Tal é uma vez mais atestado pela OMS. A chave está em dosear este prazer com cuidados protetores capazes de reduzir o risco de danos graves – quer imediatos quer a longo prazo.

Ao fazê-lo estará também a criar condições para aproveitar as mais-valias do sol para a sua saúde. Neste post, tentamos explicar de que forma é que o sol pode beneficiar o seu organismo, qual a “quantidade” certa para sentir os efeitos e, acima de tudo, quando é que a exposição se pode tornar abusiva.

Como o organismo “radia” quando está ao sol

1 – Ossos

ossos

A radiação ultravioleta é fundamental para a saúde devido à importante produção de vitamina D, indispensável para fomentar a absorção do cálcio e do fósforo dos alimentos a nível intestinal – um papel crucial no desenvolvimento do esqueleto, já que aumenta a densidade mineral óssea (prevenindo a osteoporose) mas também na função imunitária e na formação das células sanguíneas.

No entanto, segundo a OMS, “cinco a 15 minutos de exposição solar casual das mãos, rosto e braço, duas a três vezes por semana durante os meses de verão” é quanto basta para manter níveis adequados de vitamina D – e, em zonas próximas do Equador, o tempo necessário é ainda menor.

2 – Sistema Imunitário

sistema

Embora a luz solar possa desencadear lúpus em pessoas com uma inclinação genética para a doença e a sensibilidade ao sol seja um dos seus sintomas, a radiação UV pode ter um efeito positivo na psoríase. No caso da esclerose múltipla, “vários estudos sugerem que as pessoas que passam mais tempo ao sol e as que têm níveis relativamente altos de vitamina D têm uma menor probabilidade de desenvolver” a doença e outros sugerem que essas pessoas “geralmente têm EM menos severa e menos recaídas”, salienta o National Institute of Neurological Disorders and Stroke. Mas sempre com conta, peso e medida: é que a exposição solar prolongada pode agravar a psoríase e o excesso de calor, ao fazer aumentar a temperatura corporal, agrava os sintomas da esclerose múltipla.

3 – Visão

olhos

É certo que a exposição dos olhos à radiação UV é um dos factores de risco para o desenvolvimento de cataratas e doenças da retina, incluindo a degeneração macular; que uma exposição prolongada pode causar lesões por secura da superfície dos olhos, que podem associar-se a infeção; e que olhar diretamente para o sol pode gerar queimaduras da retina com perturbação permanente da visão. Para isso existem os óculos de sol que, além de assegurarem a proteção dos olhos, acrescentam um pouco de estilo.

No entanto, segundo a Academia Americana de Oftalmologia, vários investigações sugerem que a luz natural pode ser essencial para o desenvolvimento normal do olho em crianças em idade escolar e jovens adultos, sendo importante passar cerca de 3 horas por dia ao ar livre para reduzir o risco de miopia. A exposição à luz natural estimularia um químico chamado dopamina que regula o crescimento normal do globo ocular.

4 – Sono

dormir

O sono depende do “relógio biológico”, comandado por neurónios localizados em duas pequenas estruturas situadas no hipotálamo, que são responsáveis pela criação de ciclos que duram cerca de 24 horas. Quando o sol se põe ocorrem atividades cerebrais que induzem o sono – nomeadamente a segregação da hormona melatonina – que se alteram na presença de luz solar. Assim, para um padrão de sono regular, o ideal é acordar com a luz do sol ou outras luzes muito brilhantes, expor-se à luz natural pelo menos 30 minutos por dia e escurecer o ambiente antes de dormir.

5 – Humor

humor

O relógio biológico também afeta o humor, sendo apontado como a origem da depressão sazonal, caracterizada pelo surgimento de episódios depressivos no outono ou inverno que desaparecem na primavera. Um dos tratamentos prescritos, como indicado pela American Psychological Association, é a fototerapia, em que os doentes olham de frente para as lâmpadas fluorescentes intensas, cuja luz passa através da retina e estimula o núcleo supraquiasmático, onde se encontra o relógio biológico. Segundo a mesma fonte, para pessoas cujos sintomas são moderados, passar mais tempo ao ar livre pode ser suficiente.

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