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Sabe qual a relação dos gatos com a cultura viking?

Sabe qual a relação dos gatos com a cultura viking?

 

Está a ver os vikings, os guerreiros nórdicos barbudos e musculados, com hábitos rudes e sempre armados com grandes machados e espadas? Os mesmos vikings que embarcavam rumo às costas europeias para levar destruição e trazerem para casa o que pilhavam das aldeias e cidades que atacavam? Pois muito bem. Já tem um retrato bem vívido na sua cabeça, certo?

Agora imagine um gatinho, um gato muito pequeno e peludo, com olhos brilhantes. Aquele típico gato que gosta de ronronar contra as nossas pernas a pedir mimo e festinhas.

Se lhe disser que há uma ligação entre a barbaridade dos vikings e a fofura dos gatos, não vai acreditar em mim, pois não? Bem, mas devia acreditar! Ao longo dos próximos parágrafos vamos explicar como os gatos influenciaram a cultura viking. Preparado para esta pequena lição cultural? Vamos lá!

A ligação entre a cultura viking e os felinos

Uma investigação apresentada recentemente no Simpósio Internacional de Arqueologia Biomolecular na Universidade de Oxford, no Reino Unido, permitiu perceber que os gatos já estavam a viajar há muitos séculos atrás antes sequer de se tornarem animais domésticos. E que viajavam com os vikings!

O estudo, que se encontra atualmente a ser revisto por profissionais da área antes de ser oficializada a sua publicação, foi levado a cabo por uma equipa de arqueólogos do Instituto Jacques Monod, em França. Os investigadores estudaram a sequência dos ADNs de gatos que viverem entre 15 mil a 3,7 mil anos atrás. Como contou Eva-Maria Geigl, uma das investigadoras do estudo, “Não sabemos a história dos gatos na antiguidade. Não sabemos quais são as suas origens ou como se dispersaram pelo mundo”, disse.

Isto sugere de facto a formulação de perguntas interessantes. Qual o papel do gato na antiguidade? Como é que o gato evoluiu para se tornar no animal doméstico pelo qual o conhecemos hoje? Que significados veem diferentes civilizações neste animal?

As evidências encontradas indicam que os felinos já eram de facto domesticados por algumas civilizações, como acontece com os egípcios. Porém, o que os investigadores fizeram foi analisar os ADNs mitocondriais dos restos mortais de 209 gatos de 30 pontos arqueológicos distintos da Europa, Médio Oriente e África.

A partir das análises, os cientistas chegaram à conclusão de que as populações de gatos cresceram em duas fases. Uma vez domesticados, os gatos espalharam-se pela Eurásia e pela África. Mas espalharam-se como? Alguém teve de os levar até esses territórios.

Tudo se baseava em crenças populares. Acredita-se que os humanos terão reconhecido certos benefícios de ter gatos por perto. Muito deste conhecimento antigo, que não era fundamentado em qualquer tipo de provas, assentava principalmente em crenças populares e na tradição.

Para os marinheiros, por exemplo, os gatos eram uma ótima forma de manter os ratos longe dos mantimentos nas viagens e eram vistos como símbolo de sorte. Aliás, uma das crenças que persistia na altura é que uma embarcação teria sorte se tivesse pelo menos um gato a bordo e nenhuma mulher.

E é aqui finalmente que entram os vikings: os arqueólogos do Instituto Jacques Monod encontraram restos de felinos com este tipo de ADN num ponto arqueológico viking no norte da Alemanha, um forte indício de que os felinos podem ter acompanhado muitas expedições à volta do mundo. Desta novidade ninguém parecia estar à espera!

 

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