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Como seria o mundo se todo o gelo terrestre derretesse?

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Como seria o mundo se todo o gelo terrestre derretesse?

 

O assunto do aquecimento global tem sido um dos mais debatidos da atualidade, especialmente desde que Donald Trump se tornou presidente dos Estados Unidos da América. Com uma política de descredibilização do aquecimento global, e das medidas que têm sido tomadas em função da proteção do ecossistema – mesmo que em desrespeito a todas as evidências e factos divulgados – o Presidente norte-americano procura desafiar, de forma polémica, as leis aplicadas na última década.

Todavia, o aquecimento global é, como bem sabemos, um problema real e que conduz a uma série de mudanças no Planeta Terra. Além das estações do ano serem cada vez mais instáveis, as temperaturas registadas na superfície terrestre têm sido mais altas de década para década. Este problema, eventualmente, impacta diretamente as áreas geladas do Planeta que se têm liquidefeito e aumentado o nível dos oceanos.

Neste artigo mostramos por isso o que pode acontecer ao mundo se todas as provas e factos continuarem a ser recusados. Ao longo dos próximos parágrafos vamos mostrar vários mapas, de diferentes regiões do nossa planeta, mas que podem contar com uma disposição diferente. Estes mapas, extraídos do National Geographic, mostram como seria – ou será – o mundo caso todo o gelo derreta da superfície terrestre.

Só para ter uma noção, existem atualmente mais de cinco milhões de milhas cúbicas de gelo na Terra. Mesmo que alguns cientistas afirmem que levaria cerca de 5 mil anos para que todo o gelo derretesse, muitos alertam para a necessidade de assumir uma responsabilidade sustentável. As imagens abaixo valem por si só.

Como seria o mundo se todo o gelo terrestre derretesse?

América do Norte

O mapa dos Estados Unidos sofreria mudanças drásticas. Toda a costa atlântica desapareceria, assim como a Flórida e a Costa do Golfo. Na Califórnia, as colinas de São Francisco tornar-se-iam num conjunto de ilhas e o Vale Central numa baía gigante. O Golfo da Califórnia, por sua, esticar-se-ia para o norte passando a latitude de São Diego que deixaria de existir totalmente.

América do Sul

A bacia da Amazónia no norte e a bacia do rio Paraguai no sul tornar-se-iam em duas grandes entradas atlânticas, pagando do mapa pontos marcantes como Buenos Aires, o litoral do Uruguai e a maioria do Paraguai. Entretanto, as extensões montanhosas sobreviveriam ao longo da costa das Caraíbas e na América Central.

África

 

Comparada com outros continentes, a África não perderia tanto território como a América e a Europa: ainda assim, o aumento das temperaturas podem tornar esta região inabitável. No Egito, as cidades de Alexandria e do Cairo seriam submergidas pelo Mediterrâneo.

Europa

Londres? Uma memória. Veneza? Recuperada totalmente pelo Mar Adriático. Milhares de anos a partir de agora, este poderá ser o cenário catastrófico da Europa. Os Países Baixos terão desaparecido há muito, tal como a maioria da Dinamarca. Entretanto, as águas em expansão do Mediterrâneo também terão aumentado o nível dos mares Negro e Cáspio.

Ásia

Terras agora habitadas por 600 milhões de pessoas inundariam, como é o caso de Bangladesh, com 160 milhões de habitantes e grande parte da Índia costeira. A inundação do Delta do Mekong deixaria as Montanhas de Cardamomo do Camboja encalhadas como uma ilha.

Austrália

Predominantemente desértico, a Austrália ganharia um novo mar interior – mas perderia muito da estreita faixa costeira onde se situam as grandes cidades australianas.

 

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