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Viajar com crianças? Não, não tem de ser um inferno

Viajar com crianças? Não, não tem de ser um inferno

 

“Pai, ainda falta muito?”, pergunta ele dois minutos depois de questionar exatamente o mesmo. O caso é um clássico das férias em família e levam ao exaspero o mais calmo dos pais. A conclusão só pode ser uma: crianças não foram feitas para viagens muito longas e, seja de carro ou de avião, é difícil corresponder ao elevado grau de exigência destes pequenos viajantes.

Planeamento é um ingrediente que faz toda a diferença entre férias tranquilas e verdadeiros infernos. O truque está em antever problemas, fazer planos consoante os gostos de toda a família e garantir que todos se divertem. Para o ajudar, compilamos neste artigo um total de 6 dicas que esperamos que sejam úteis na altura de fazer as malas e viajar com a pequenada.

6 dicas para que viajar com crianças não tenha de ser um inferno

1 – O lugar certo para toda a família

Escolher o destino de férias com antecedência é meio caminho andado para que tudo possa correr bem. Com tempo poderá fazer as contas a quantos dias tem para visitar uma determinada cidade, criar um roteiro e incluir nos pontos de visita locais que agradem a todos, miúdos e graúdos. Como seria expectável, a tarefa fica mais difícil consoante o número de elementos da família, mas também é verdade que não há ninguém que conheça melhor os pais do que os filhos. Procure repartir igualmente as atividades para que o mais novo não fique aborrecido nos locais de interesse do mais velho e vice-versa. Sobretudo, encontre pontos de interesse em comum.

2 – Fazer as malas sem que falte nada

Quando viajamos com crianças é necessário ter ainda mais atenção na hora de fazer as malas. Resista à tentação de levar tudo o que tem em casa, leve apenas alguns brinquedos e coloque as mudas de roupa consoante aquilo que vai precisar. Consulte a meteorologia para saber mais ou menos quais as peças que deve levar e poupe nas roupas suplentes. Um dos truques deixados pelos pais que viajam com filhos é pensar no pior dos cenários: o que é que seria essencial se perdesse uma mala no aeroporto? Leve apenas isso e ganhe conforto, já que não terá de andar com tudo atrás de si. Poupe também nos itens supérfluos: para quê levar duas máquinas fotográficas (uma para cada filho) quando ambos podem partilhar a mesma?

3 – Questões de saúde e segurança das crianças

Ninguém está à espera de ficar doente ou de sofrer  um acidente durante uma viagem. Ainda assim, os acidentes acontecem e o melhor a fazer é estar sempre preparado. Por esse motivo deixamos-lhe três conselhos simples que, numa situação como estas, podem fazer a diferença. O primeiro é levar as documentações relativas ao seu seguro de saúde para o caso de precisar de assistência médica. Se vive na União Europeia, certifique-se de que tem o Cartão de Saúde Europeu atualizado para o caso de precisar de se dirigir a  um hospital. Por último, leve sempre um pequeno kit de primeiros socorros, adequado ao sítio para onde se dirige. Se viajar para um destino tropical, não se esqueça do repelente e do remédio para as picadas. Analgésicos e pensos são outros itens que não podem faltar.  Se o destino assim o exigir, tenha também em atenção as vacinas.

 

4 – Onde e quando comer

Quando os adultos viajam sozinhos, comer não é um problema assim tão grande. Mesmo que estejam fora de horas, compram qualquer coisa no bar e seguem viagem. Todavia, quando nos fazemos acompanhar de crianças, há preocupações que devemos manter. É importante que os miúdos não passem 15 dias a comer fast food ou que saltem refeições. Como tal, tenha sempre a atenção de planear o dia com tempo para as refeições. Isto não quer dizer, no entanto, que tenha de fazer todas as refeições fora: se tiver condições, pode preparar os almoços e jantares como se estivesse em casa. Leve também uma pequena lancheira (com iogurtes e fruta, por exemplo) para que as crianças não cedam à tentação de pedir doces e outros alimentos pouco saudáveis.

5 – Gastos com prendas e lembranças

“Pai, quero isto”. “Mãe, quero aquilo”. É natural que queiramos trazer recordações ou pequenos presentes para oferecer aos familiares. No entanto, quando os pedidos são muitos, não há orçamento que resista, principalmente quando temos mais do que um filho. Como o dinheiro não estica e é necessário arranjar um meio termo, sugerimos que crie um pequeno jogo com as suas crianças. Cada uma delas terá um determinado valor para gastar com o que quiser com a condição de que aquele dinheiro terá de durar até ao fim das férias. Quando acabar, não há mais. Assim, o seu filho será forçado a tomar decisões, controlando os seus próprios gastos e escolhendo só aquilo que realmente quer.

6 – Horários sem rotinas  

Não é só no almoço que é necessário manter rotinas. Nem sempre as crianças entendem que o período de férias é uma exceção à regra e, quando regressam a casa, transformam a rotina dos pais num verdadeiro caos. O truque está em não esticar demasiado a hora de deitar e manter minimamente as regras, mesmo que, para si, isso implique levantar-se mais cedo e ter mais atenção ao plano diário.

 

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