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Oferta de Arrendamento duplicou em Portugal em 2022

Oferta de Arrendamento duplicou em Portugal em 2022

by Gonçalo Sousa

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Segundo os números divulgados sobre dados imobiliários em Portugal, apesar da situação de pandemia dos últimos anos, a oferta de casas para arrendar no território nacional registou uma subida de 20,3% em 2022, impulsionada pela crise no turismo.

De acordo com os mesmos dados, os preços no segmento residencial continuaram resilientes, com os preços de venda a apresentarem um crescimento gradual. Essa tendência pode ser confirmada de outra forma, com o aumento do número de pesquisas na Internet por termos como carta de rescisão de contrato e casas baratas para alugar, por exemplo.

O preço médio de venda de imóveis cresceu 17,4%, face ao período homólogo do ano anterior, enquanto o stock disponível para venda aumentou 87,8%. No entanto, e face à atual crise que o setor do turismo atravessa, a oferta de casas para arrendar mais do que duplicou até março de 2022, quando comparado com igual período do ano passado, atingindo uma subida de 101,1%, embora o preço médio das rendas tenha recuado 9,4%.

No segmento não residencial, os números apontam para efeitos mais acentuados devido às novas tendências impulsionadas pela pandemia, como o teletrabalho, com os preços dos escritórios a recuarem e, em sentido inverso, com a oferta disponível para arrendamento a registar aumentos de até 34,5%.

Esta análise revela assim dados relevantes sobre o setor imobiliário em Portugal, incluindo informações sobre impostos e despesas, no que se refere ao mercado de compra e arrendamento de apartamentos no país, e o impacto da pandemia ao longo de 2022. Em baixo seguem as principais conclusões.

 

 

Oferta de Arrendamento em Portugal

O preço médio de venda de imóveis, em Portugal, registou um aumento de 17,4% no primeiro trimestre de 2022, face a igual período do ano passado.

Todos os distritos, à exceção de Viseu, que registou uma quebra de 0,88%, assistiram a um aumento dos preços médios no período em análise. Destaca-se o distrito de Braga, a registar a maior subida, com um crescimento de 18,6%, e Aveiro, com uma subida de 15,2%. Lisboa continua a ser o distrito com o preço médio de venda mais elevado: 353 mil euros.

O stock de imóveis disponíveis para venda aumentou 87,8% em Portugal no primeiro trimestre de 2022, com Castelo Branco a ser o único distrito a registar uma quebra, enquanto que o número de imóveis disponíveis para venda em Lisboa mais do que duplicou ao disparar 166,6%.

No que toca ao arrendamento apartamento, o stock disponível em Portugal duplicou no primeiro trimestre de 2022 face ao período homólogo, e aumentou 20,3% face ao trimestre anterior, com todos os distritos a registarem aumentos do número de imóveis disponíveis para arrendar.

Devido à crise no turismo, as rendas diminuíram 9,4% em Portugal no primeiro trimestre de 2022, com o preço médio de arrendamento a situar-se nos 842€. Salientar que Beja foi o distrito com o maior aumento de rendas (40,4%) enquanto Lisboa viu o preço médio da renda recuar 15,5%.

Distrito de Lisboa:

No que diz respeito à venda de imóveis, em geral, registou-se um aumento da oferta disponível no distrito de Lisboa. As tipologias T2 e T3 foram as que apresentaram o maior crescimento da oferta disponível, seguindo-se da tipologia T1. Relativamente ao preço médio de venda, das três tipologias analisadas, a tipologia T1 destacou-se por ser a única a registar um aumento.

No arrendamento, verificou-se também um aumento generalizado da oferta disponível. A tipologia T3 foi a que apresentou o maior crescimento (44,9%), seguindo-se a tipologia T2 e, por último, da tipologia T1. Em relação ao preço médio de arrendamento, a tipologia T3 foi a única que apresentou um aumento das três tipologias analisadas.

 

Os concelhos de Lisboa, Cascais e Oeiras destacam-se como os mais caros da Grande Lisboa,  tanto a nível de preços médios de venda como em termos de preços médios de arrendamento.

Distrito do Porto:

A norte, a oferta disponível para venda no Porto registou um aumento generalizado. A tipologia T1 foi a que apresentou o maior crescimento da oferta disponível (13,9%), seguindo-se a tipologia T2 e a tipologia T3. Nas três tipologias analisadas, o preço médio de venda verificou um decréscimo, entre os 0 e os 3%.

Já no arrendamento, o Porto registou igualmente um aumento da oferta disponível. A tipologia T2 foi a que apresentou o maior crescimento da oferta disponível (15,8%), seguindo-se a tipologia T1 e, posteriormente, a tipologia T2. Quanto ao preço médio de arrendamento, a tipologia T1, das tipologias analisadas, foi a única a registar um decréscimo, de 0,6%.

Porto, Matosinhos, Póvoa de Varzim e Maia são os concelhos que apresentam preços médios de venda e de arrendamento mais elevados. 

 

 

Distrito de Faro:

A sul, no distrito de Faro, verificou-se um aumento da oferta disponível nos apartamentos para venda. A tipologia T3 foi a que apresentou o maior crescimento da oferta disponível (17,5%), seguindo-se a tipologia T1 e a tipologia T2. Relativamente ao preço médio de venda, este variou entre os 0 e os 2% nas três tipologias analisadas.

A nível de arrendamento, registou-se um aumento da oferta disponível nas três tipologias analisadas. A tipologia T3 foi a que apresentou o maior crescimento da oferta disponível (21,1%), seguindo-se a tipologia T2 e, por último, a tipologia T1. Em relação ao preço médio de arrendamento, a tipologia T2 foi a única que apresentou um decréscimo.

Segmento Não Residencial

Em Lisboa verificou-se um aumento da oferta disponível nos escritórios para venda (13,6%) e para arrendar (18,6%). No entanto, os preços de venda registaram uma quebra de 1.7%. Já no Porto, registou-se um aumento da oferta disponível nos escritórios para venda (3,1%) e para arrendar (18,1%), contudo, os preços de venda registaram uma quebra de 0,3%.

Por último, em Faro verificou-se um aumento da oferta disponível nos escritórios para venda (12%) e para arrendar (20,8%), enquanto os preços de venda registaram uma quebra de 11,2%.

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