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Venha conhecer o castelo, a língua e a posta de Miranda do Douro

Venha conhecer o castelo, a língua e a posta de Miranda do Douro

 

Se por acaso calhar de viajar pelo Norte de Portugal, para os lados de Bragança, considere fazer um pequeno desvio por Miranda do Douro. Esta cidade, situada numa região montanhosa e árida, é uma verdadeira pérola de Portugal, reconhecida pela sua gente e pelos costumes únicos e muito próprios.

Além de disfrutar de belíssimas paisagens ainda enquanto viaja de carro, pode sentar-se à mesa e beber bom vinho enquanto espera que lhe sirvam a famosa posta mirandesa.

E não se preocupe. Mesmo que seja um poliglota dotado, é pouco provável que seja fluente no famoso falar mirandês.

Porém, esse não é requisito de que vá necessitar de pretende conhecer Miranda do Douro. Pelos mirandeses será sempre bem recebido e, se lhe falarem em mirandês, será apenas por um mero lapso ou para se meterem consigo!

Neste artigo, apontamos a nossa bússola para Norte de Portugal e falamos por isso de 3 elementos fundamentais do património de Miranda do Douro: o castelo, a língua e a posta. Está pronto? Vamos lá então.

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Miranda do Douro: os 3 pilares do património mirandês

Castelo de Miranda do Douro

O Castelo de Miranda do Douro, que se encontra em ruínas desde tempos imemoriais, surgiu muito antes da fundação do Reino de Portugal. A estrutura deverá ter sido erguida pelos povos que por aí passaram durante as Invasões Romanas. Ainda assim, quem o construiu não o conseguiu manter.

Mais tarde, especialmente durante a Idade Média, esta foi uma fortaleza importantíssima a nível militar graças à sua proximidade com Espanha e à vantagem que deu aos portugueses durante várias batalhas.

O próprio D. Afonso Henriques reconheceu deste castelo para a defesa do Reino que estava fundar a partir do Condado Portucalense. Entre 1135 e 1137, o primeiro rei português ordenou a restauração de castelos, mosteiros e igrejas em lugares estratégicos, entre os quais se encontrava o de Miranda do Douro.

Desde 20 de Outubro de 1955 que as ruínas do castelo são consideradas Imóvel de Interesse Público. Hoje, todos os amantes de história medieval e de reis, batalhas e intrigas, podem passar pelo Castelo de Miranda do Douro que se tornou, definitivamente, num dos símbolos da região.

A Língua Mirandesa

Disse acima que é pouco provável que ouça o mirandês se passar por Miranda do Douro e estava a falar muito a sério. Para quem não conhece, o “falar mirandês” surgiu entre as escarpas do Douro, entre lavradores, boieiros e pastores.

Os termos que os locais usavam para descreverem certas partes da região e tarefas concretas do trabalho rural foi-se moldando ao ponto de se tornar uma língua.

 

Com raízes de português e castelhano, o “falar mirandês” foi durante séculos passado oralmente de pai para filho. O estudo deste idioma tão peculiar só é feito de forma aprofundada em 1882, pelo etnógrafo português José de Leite Vasconcelos que, pela primeira vez, procura pôr no papel uma língua que só se falava.

Hoje, sabe-se que existem menos de 15 mil pessoas a falar mirandês. O poder da língua deixou a sua marca na cidade, influenciando o nome de ruas, por exemplo, mas o crescimento da cidade, desde 1545 – altura em que se tornou episcopal – conduziu à substituição natural do mirandês pelo português.

Ainda assim, estudiosos recusam-se a deixar a língua morrer e recentemente têm sido feitos esforços para que este conhecimento passe para futuras gerações.

Posta à Mirandesa

Um prato de barro, mesmo típico do Douro, com uma posta de carne tenra e grossa como nunca viu, que se desfaz ao toque da faca como se tratasse de um pequeno canto do paraíso.

A acompanhar, batatas a murro e alguns verdes da região. E não, não nos esquecemos do vinho. Afinal de contas, nada melhor do que um bom vinho tinto, colheita do Douro para descer com a carne. Já está com água na boca, não está?

Esta receita tradicional transmontana é, na verdade, um dos pratos mais famosos da cozinha portuguesa, embora ninguém sirva melhor a posta à mirandesa do que um mirandês.

O segredo está principalmente na carne da vitela mirandesa, famosa pelas suas características genéticas e por ser criada em pastagens naturais, ao ar livre.

Terá sido nas feiras de gado que aconteciam no distrito de Bragança que se fez este prato pela primeira vez. No início, a carne era cortada em nacos, polvilhada com sal grosso e lançada sobre a grelha bem quente. Em vez de ser servida num prato, como acontece hoje, era colocada num pedaço de pão caseiro.

Já está convencido a passar por Miranda do Douro? Boa viagem!

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