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O desconhecido mundo do Nordeste Transmontano e as tradições seculares

O desconhecido mundo do Nordeste Transmontano e as tradições seculares

 

O Nordeste Transmontano é, neste post, a região escolhida para mais uma visita. Um mundo desconhecido por muitos, mas que se caracteriza pelo seu vasto património histórico, costumes e tradições. Não perca esta oportunidade e vá em direcção às raízes mais profundas da cultura portuguesa.

Não é difícil deixar-se extasiar pelos magníficos vales e montes escarpados que rodeiam toda a região do Nordeste Transmontano e que se abrem numa paleta de cores admiráveis. Estes montes e vales profundos que abrigam as suas aldeias onde ainda hoje se conservam velhos hábitos de vida social e económica de cariz comunitário. Aqui o homem e o ambiente integram-se numa harmonia perfeita, sendo o Parque Natural de Montesinho uma das maiores áreas de paisagem protegida de Portugal.

Detentora de um vasto património ainda é possível ver nesta região vestígios de presenças antigas, nomeadamente celtas, romanos, a arquitectura quinhentista rural, o estilo gótico e manuelino. Mas o seu património não se fica apenas pela história estendendo-se ainda pela fauna e flora, onde encontrará inúmeras espécies raras, algumas delas únicas no mundo ou outras mesmo em vias de extinção.

A caça e a pesca também fazem do quotidiano transmontano, com particular destaque para a pesca à truta, a caça à perdiz e à lebre e as montarias ao javali. As tradições também bem são muitas onde não podem faltas as festas, feiras e romarias, o folclore, o artesanato e a boa cozinha típica.

As tradições do Nordeste Transmontano

O artesanato, as artes e as tradições  fazem do transmontano um poeta, onde a poesia e a música representam a expressão mais original deste povo. O pauliteiro de Miranda munido de paus e gaitas de foles vai acordar a alma transmontana, dura como um rochedo e sensível como algumas plantas subarbustivas. A arte acompanha o homem para todo o lado, mesmo quando este malha o ferro. A artesã que percorreu gerações tece o linho, o burel ou a seda, não esquecendo a cesteira e oleira, que repete gestos divinos que vão impressos nos seus artefactos.

 

O domingo é o dia em que o transmontano recupera energias para mais uma semana de trabalho. No Natal canta ao Menino à lareira, no Carnaval põe na panela o melhor butelo e os caretos com franjas multicolor saem à rua com gestos que à primeira vista parecem agressivos. Mascarados e gigantones retratam a sociedade onde os demónios e os deuses se encontram para esconjurar a monotonia dos dias de labuta.

Os sabores tradicionais

A par destas tradições juntam-se os sabores da região que não são mais do que uma festa de iguarias. O transmontano tem um mundo desconhecido para oferecer aos seus visitantes. Conservam ainda a tradição de pratos típicos que as suas gentes criaram, sem requintes balofos de modernidade, mas com o gosto milenar de gerações passadas. Para que fique a conhecer alguns dos pestiscos que pode aproveitar destacamos a famosa posta à mirandesa, o cabrito de Montesinho, o chouriço de pão azedo ou as costelas de lombo de porco de salmoura.

Tudo isto combinado com a hospitalidade das suas gentes, tornam a região do Nordeste Transmontano um ponto de atracção turística com reais ofertas e múltiplos interesses.

 

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