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Musical Anastasia: um show americano inspirado em mistérios da Rússia

Musical Anastasia: um show americano inspirado em mistérios da Rússia

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Todos os que apreciam um pouco de história mundial conhecem, inegavelmente, a história da Revolução Russa, demarcada por um momento bem conhecido: a queda da dinastia dos Czares Romanóv.

Os mais interessados poderão ainda saber que, quando a família real de Nicolau II foi assassinada, o corpo da sua filha mais nova, chamada Anastasia, nunca foi encontrado. O mistério foi-se adensando com o passar dos anos, dando forma a histórias que se tornaram lendas, que viraram filmes e que, por fim, se transformaram em musicais.

Em pleno ano de 2017, dez anos depois do filme de animação homónimo ter estreado nos cinemas, o musical Anastasia chegou à Broadway para voltar a dar vida a um conjunto de personagens icónicas que revivem em palco uma aventura baseada na própria mitologia da história russa.

Se vai viajar até Nova Iorque e procura um programa cultural para a sua noite, sugerimos por isso que assista ao espetáculo Anastasia.

 

 

Anastasia on Broadway (Foto: WePlann | CC BY-SA 2.0)

A história do musical Anastasia

A inspiração não vem só do filme de 1997, mas também do filme de 1956 protagonizado por Ingrid Bergman e Yul Brynner e dos próprios factos históricos.

Como seria de esperar, em palco não faltam algumas das músicas mais famosas do filme de animação, entre as quais a tão aplaudida Once Upon a December.

Repleto de elementos narrativos que são tão adorados pelo público – um jovem casal que vive uma relação cheia de desafios, um vilão em perseguição, personagens cómicas, uma família cativante –, o enredo torna-se ainda mais interessante pela combinação de detalhes irresistíveis que se combinam com bom gosto e habilidade.

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Musical Anastasia: conheça melhor o enredo

Com abertura em São Petersburgo em 1907, começamos por ver em cena a Imperatriz com a sua neta favorita, Anastasia, onde lhe oferece uma caixa de música antiga que toca uma canção de embalar. Na mesma cena, a Imperatriz despede-se antes de partir para Paris, prometendo que um dia avó e neta caminharão juntas na Cidade das Luzes.

Mas eis então que uma reviravolta se sucede quando o espetáculo avança até ao ano de 1917, surpreendendo o público com explosões e tiros que instalam o caos em tons de vermelho.

A sequência de abertura é bastante impressionante, manipulando habilmente a ambiguidade em torno do destino de Anastasia, enquanto a sua família é assassinada por revolucionários.

Rumores de que Anastasia de alguma forma sobreviveu chegam até à cidade de Paris, onde a imperatriz viúva oferece uma recompensa pelo regresso da neta.

 

 

Anastasia on Broadway (Foto: WePlann | CC BY-SA 2.0)

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Dmitry e o seu amigo, Vlad Popov, planeiam enganar a imperatriz para obter a recompensa, fazendo passar uma varredora de rua, chamada Anya, como a rapariga desaparecida. E a história desenrola-se daqui para a frente, avançando ao longo de anos, até culminar no ato II no ano de 1927, com uma resolução da história que é agridoce.

De destacar que um dos momentos mais antecipados pelo público é, claro, o momento em que avó e neta se reencontram: este é um encontro surpreendentemente comovente, acrescentando vitalidade emocional às cenas que se seguem, nas quais Anya – que é, na verdade, Anastasia – aprende a ouvir o que lhe diz o seu coração.

Na perspetiva de construção de personagem, Anastasia não é a típica princesa de contos de fadas, provando ser muito mais do que uma aristocrata russa com uma história épica.

Através das suas ações e decisões, Anastasia acaba por ser um ícone de empoderamento feminino jovem, estabelecendo um exemplo sem igual para o público.

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A música de Anastasia: aos clássicos que gostamos de ouvir junta-se o jazz

Os compositores Stephen Flaherty e Lynn Ahrens, que escreveram as músicas para o filme de animação e receberam uma nomeação ao Óscar pela música “Journey to the past”, voltam a trabalhar lado a lado para adaptar a banda sonora do filme de 1997 ao palco.

Para delícia dos fãs, novas músicas foram adicionadas para aumentar as emoções, o entusiasmo e o tom cómico, e para preencher as lacunas no roteiro original da autoria de Terrence McNally.

Na verdade, o musical tem vindo a ser melhorado desde a sua primeira representação no Hartford Stage, com uma apresentação mais sofisticada para o lançamento do segundo ato.

Aqui, temos de destacar as projeções de alta definição de Aaron Rhyne, que trazem uma sensação de efeitos cinematográficos e profundidade ao espetáculo.

 


O encenador, Darko Tresnjak, é também um nome que impõe respeito na comunidade das artes dramáticas, especialmente depois de ter recebido um Tony pela encenação de “Guia de um cavalheiro para amar e assassinar“.

A mestria do encenador é provada na belíssima história que nos consegue contar, que se dirige não só ao público mais novo, mas que acaba por atingir também os mais graúdos.

Entre as novidades que este musical traz, e pelo qual merece ser visto e aplaudido, é que procura, de facto, trazer uma história consistente para palco. O vilão do filme de animação, que assumia a forma da personagem histórica de Rasputin, é totalmente eliminado da história, para dar lugar a um vilão que incorpora o perfil de um bolchevique autocrático sedento por sangue e por pôr fim a qualquer resquício da dinastia Romanóv.

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Por outro lado, a música é uma agradável surpresa para todos os que apreciam a arte da década 20 do século XX.

Procurando acompanhar a narrativa através da música, os compositores procuraram não só trabalhar a banda sonora nesse sentido, como o fizeram também para dar vida a uma nova personagem, a condessa Lily, que trabalha como aia da Imperatriz e assume um papel representativo de histórias que até então não eram contadas.

 

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