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A caminho do Nepal passamos 2 dias em Istambul

A caminho do Nepal passamos 2 dias em Istambul

 

Quando era criança passava todas as férias em casa dos meus avós e lembro-me de um verão em que eles foram fazer uma viagem durante 15 dias e eu fiquei triste por não poder ir nem para casa deles, nem poder ir com eles de viagem…

Quando voltaram trouxeram fotografias, muitas histórias e prendas fantásticas. Ficaram automaticamente desculpados pela (longa) ausência. Na minha memória ficou indelevelmente impressa a curiosidade de conhecer essa cultura ancestral, repleta de misticismo. A Turquia, e em particular Istambul, intrigava-me. Como era possível que uma cidade pudesse encontrar-se simultaneamente em dois continentes: a Europa e a Ásia?

Finalmente surgiu a oportunidade de conhecer Istambul! Na viagem do Porto para o Nepal teríamos que fazer escala. Uma das hipóteses, e a mais aliciante, seria parar quase um dia inteiro em Istambul. Pareceu-me melhor ficarmos dois dias e assim, finalmente, conhecer esta cidade que me intrigava desde a infância. Foi a melhor escala que já fiz!

Do Porto até Istambul

Morar no centro do Porto tem a vantagem de, “a pé”, se conseguir chegar a todo o lado. Partimos de casa com as nossas mochilas às costas, prontos para 3 semanas de viagem!

Viajamos ambos pela primeira vez pela Turkish Airlines: o atendimento e a comida são excelentes! Um aparte: no retorno do Nepal, como tínhamos que passar a noite em Istambul para esperar o voo seguinte para o Porto – pois só há um voo diário, a Turkish providenciou gratuitamente transfers e noite em hotel: de 5 estrelas!

Chegados a Istambul fomos diretos ao nosso hotel, no centro da cidade antiga: Bosphorus Family Hotel Old City: o nome diz tudo! Lá perto encontramos muitos sítios abertos, apesar da hora tão tardia. Jantamos uma boa sopa de lentilhas e tomate, kebab e beringela assada com carne: que delícia!

Cansados, mas muito curiosos e, como a noite estava amena, ainda demos uma volta pelo bairro e pela marginal até à ponte Galata. Que lindo! Não dá para descrever: o Bósforo à noite é o local perfeito para um passeio romântico!

De manhã

No pequeno almoço do nosso pequeno hotel tínhamos direito a tudo o que podíamos querer! A fruta era fresca e deliciosa e podíamos até encontrar variadas saladas e azeitonas: regalei-me! Todos os funcionários do hotel se esforçavam muito para nos compreender e agradar. Deram dicas preciosas para os nossos passeios.

Com os pontos principais da cidade como destino, partimos a pé: Visitamos a Mesquita Azul e passamos por Hagia Sophia; descemos o jardim Gulhane, onde fizemos uma pausa para café turco e chá – também típico, num pequeno e agradável café ao ar livre, com miradouro sobre o Bósforo! Fizemos toda a marginal até à zona antiga; visitamos o Mercado de Especiarias, muito bonito: com cores e cheiros fantásticos, e daí subimos a zona das lojas até Sultanamet.

Ao almoço, por ser domingo, tivemos alguma dificuldade em encontrar comida típica, para além de Donner Kebab. Por isso, cansados e famintos, acabamos por parar para descansar numa esplanada à sombra, num destes locais de serviço rápido, onde pedi sopa (fresca) de iogurte e o prato vegetariano – com direito a um pouco de tudo, incluindo as minhas adoradas folhas recheadas de bulgur e ainda beringela assada!

Demos uma volta e apanhamos o elétrico até Kabatas, onde trocamos de transporte para o funicular, para subir até Taksim. Desde a praça descemos a interminável rua Istiklal, onde é possível encontrar todas as lojas, e não estou a exagerar.

 

Fizemos um excelente lanche ajantarado num restaurante já a chegar à zona de Galata. Pedimos cerveja, pão com tomate e húmus. O dono, um senhor muito simpático, ofereceu-nos ainda mais algumas pequenas entradas.

Na zona de Galata: a zona artística, encontramos algumas lojas de autor com artigos muito interessantes. Parece que toda a gente se reúne em volta da torre. Os imensos bares e restaurantes modernos também cheios revelam que esta zona está na moda!

Atravessamos a ponte Galata, já de noite. No patamar rodoviário dezenas de pescadores estão, parece que em permanência, alinhados a pescar, enquanto que no patamar de baixo os restaurantes estão ao rubro, com música ao vivo.

No cais vimos um homem rodeado de gente. Era um vendedor ambulante de… mexilhões! Não resisti a provar um mexilhão recheado com arroz. Continuamos até perto do hotel onde, ainda sem fome, partilhamos um copo de vinho tinto e uma cerveja locais.

Aproveitamos até ao último minuto

Dormi muito pouco e fui tomar o pequeno almoço bem cedinho. Para aproveitar as últimas horas fomos em direção ao palácio Topkapi, passeamos pelo jardim e visitamos o Grand Bazaar, que é verdadeiramente gigante! Vimos só uma parte e paramos para chá e café. Já estávamos a apanhar o “jeito” turco.

Descemos pela zona de Eminonu, onde vimos centenas de lojas de têxteis e atoalhados: uma paisagem verdadeiramente incrível, e acabamos por entrar na Mesquita Nova.

Antes do almoço dividimos uma sande de peixe dos barcos do cais: só a concepção destas sandes e “angariação” de clientela é um espetáculo digno de se ver.

Ao almoço conseguimos finalmente ir ao restaurante típico que nos tinha sido recomendado no Posto de Turismo. Muito bom! Foi a refeição mais cara das férias mas comemos muito e bem. Num café próximo provamos Raki (licor de anis) para ajudar a fazer a digestão e esperar que a chuva passasse.

Partimos de Istambul a meio da tarde com destino a Katmandu, no Nepal!

 

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Comentário

  • Maria do Carmo
    03 maio, 2016

    Parabéns Marta pelo seu trabalho.
    O seu pai ” babado ” já me tinha falado da sua experiência.
    Obrigada pela partilha e testemunho!

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