Home / Natureza /

5 lugares a não perder da próxima vez que passar pela Serra do Gerês

5 lugares a não perder da próxima vez que passar pela Serra do Gerês

 

Com 1546 metros de altitude, a Serra do Gerês é o segundo ponto mais alto de Portugal Continental. A altura faz com que o local esteja repleto de miradouros, dos quais podemos avistar grandes distâncias de paisagem verde. A partir do Alto do Borrageiro, por exemplo, podemos inclusive ver a Serra do Marão, localizada a cerca de 60 km.

O caminho para este miradouro é obrigatoriamente feito a pé por um dos muitos caminhos pedestres que por lá encontramos. As caminhadas são, aliás, uma das atividades mais comuns e há inclusive trilhos para todos os gostos: dos mais fáceis aos mais difíceis.

Ao percorrer o Gerês, encontramos ribeiros de águas cristalinas, assim como uma grande variedade de fauna e flora. A Natureza é, de resto, a principal imagem de marca da região, onde está instalado o Parque Nacional da Peneda-Gerês. Criado em 1971, o Parque Natural tem mais de 70 mil hectares de área protegida.

A sintonia entre o Homem e a Natureza faz do Gerês um dos destinos turísticos de eleição para todos os que querem fugir da cidade ou, então, para amantes de desporto. No verão é comum encontrarmos turistas de várias idades, desde jovens que vão acampar a pessoas mais velhas para quem os trilhos já são familiares.

Posto isto, está agora na altura de passarmos à prática e vermos alguns dos locais obrigatórios para quem visita o Gerês. Continue a ler e parta à descoberta desta que é uma das mais belas regiões de Portugal.

5 locais para visitar na serra do Gerês

Mosteiro de Santa Maria das Júnias em Pitões de Júnias

O mosteiro de Santa Maria de Júnias remonta ao século XII e foi construído nas imediações da aldeia de Pitões de Júnias. A região está dentro do Parque Nacional Peneda-Gerês, faz parte do concelho de Montalegre e permite-nos uma verdadeira viagem no tempo. Para passar o tempo, recomendamos o percurso de 4km entre o cemitério e o centro da aldeia.

Cascatas

Existem várias e todas elas têm uma beleza única. Por trilhos mais ou menos difíceis, podemos visitar, por exemplo, a Cascata do Tahiti ou as Cascatas do Rio Homem. As águas são geralmente frias  e límpidas, mas justificam pelo menos um mergulho. É, aliás, uma excelente maneira de se refrescar nos dias mais quentes de verão.

 

Espigueiros de Soajo e de Lindoso

Além de espigueiros, estas estruturas de pedra podem ser chamadas de caniços ou canastro. As de Soajo e Lindoso são consideradas como imóveis de interesse público, mas é possível encontrar outros exemplares na região. Para que serviam? Para guardar e preservar o milho. A altura impedia que o cereal fosse comido por roedores e as aberturas laterais facilitavam a circulação do ar, impedindo o milho de se estragar.

Ponte da Mizarela

A retorcida Ponte de Mizarela permite atravessar as margens do Rio Rabagão na freguesia de Ruivães, Vieira do Milho. Construída na idade média, foi restaurada no século XIX e diz-se que, por lá, o diabo anda à solta. Tudo graças a uma lenda, segundo a qual um foragido da justiça vendeu a alma para atravessar o rio num dia em que o caudal era torrencial.

Depois de atravessar sem olhar para trás, o homem o homem ficou arrependido. A partir daí, a ponte desapareceu e nunca mais foi vista. Às portas da morte, o foragido tomou a decisão de confessar aquilo o contrato que tinha feito a um sacerdote.

O padre decide, então, dirigir-se ao mesmo local, invoca o diabo e propõe-lhe o mesmo acordo. Enquanto atravessava, também sem olhar para trás, pega num ramo de alecrim, molha-o num vaso que levava escondido e executa um exorcismo. O demónio desapareceu, mas a ponte ficou.

Aldeia de Vilarinho das Furnas

A aldeia de Vilarinho das Furnas encontra-se submersa desde 1971, graças à barragem com o mesmo nome. Quando as águas do Rio Homem descem para limpeza ou em períodos de seca é ainda possível ver as casas antigas e os trilhos desta aldeia que secular. A construção da barragem esteve envolta em polémica e foram muitas as vozes que se opuseram à destruição do património que, dizem alguns, remonta ao ano 75 d.C.

 

Partilhe este artigo

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *