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O estranho fenómeno do Encontro das Águas em Manaus

encontro das águas

O estranho fenómeno do Encontro das Águas em Manaus

 

Se por acaso já teve hipótese de ver de perto o fenómeno conhecido como o Encontro das Águas, em Manaus, saberá então que este é um verdadeiro espetáculo de grande beleza natural. Por todo o mundo, há cada vez mais turistas a ser atraídos pela beleza deste fenómeno a acontecer todos os anos em Manaus.

Muitas agências de turismo têm-se mesmo especializado na organização de passeios de barco por esta região, permitindo aos turistas passeios didácticos pelo Parque Ecológico de Janauari.

Especialmente procurados entre janeiro e julho – época em que o rio enche – estes passeios acabam por relegar aos olhos dos turistas muito mais do que o fenómeno do Encontro das Águas. A toda a volta, pode-se assistir à beleza natural de Manaus, aos pássaros, macacos e preguiças que surgem para colorir a natureza e enchê-la de animação, vida e cor.

Por isso mesmo, prepare a sua máquina fotográfica para se deixar surpreender com um passeio que marcará para sempre a sua memória!

Neste post, é para Manaus que nos voltamos para falar de um dos fenómenos naturais mais bonitos que podemos assistir em território brasileiro. Venha connosco nesta viagem.

O que é o Encontro das Águas?

O Rio Negro parece sugerir apenas pelo próprio nome que conta com águas escuras. A sua coloração assemelha-se muito à de um chá preto. Porque tem esta cor? A ciência diz-nos que é devido a uma quantidade abundante de ácidos orgânicos provenientes da decomposição da vegetação.

 

Entretanto, o elevado nível de acidez, com um pH de 3,8 a 4,9, combina com uma temperatura média de 28ºC. As águas fluem lentamente, a uma velocidade média de 2 quilómetros por hora.

Por outro lado temos o Rio Solimões, com uma cor ligeiramente mais clara e suja. Se o Rio Negro se assemelha a um chá preto intenso, este rio assume uma tonalidade digna de chá preto com um bocadinho de leite, mesmo à moda inglesa. A cor não provém tanto da vegetação fluvial mas sim dos sedimentos carregados pela água que vêm desde a Cordilheira do Andes.

Com uma temperatura média mais baixa, que ronda os 22ºC, o Rio Solimões é mais frio. A temperatura, por isso mesmo, condiciona a velocidade da água que flui a 6 km por hora.

O Encontro das Águas acontece quando o  rio Negro, com as suas águas escuras, se encontra com o rio Solimões, com águas mais claras. Ao encontrarem-se, as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturarem ao longo de mais de seis quilómetros.

A diferença de composição, a taxa de acidez, a temperatura de fluxo e a densidade é a razão científica que explica porque a mistura dos dois rios não acontece quando se encontram. É quase aquilo que se sucede quando o azeite e a água se encontram, não se diluindo um no outro. Só que desta vez o contraste evidente das cores pode ser visto até mesmo a partir do espaço!

 

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