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Santorini: um Paraíso tão próximo de um Inferno vulcânico

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Santorini: um Paraíso tão próximo de um Inferno vulcânico

 

Santorini surge frequentemente nos roteiros como a supermodelo das ilhas gregas, instantaneamente reconhecível em todo o mundo pela sua paisagem composta por falésias multicolores, preenchida por edifícios caiados. Com a sua reputação de panoramas deslumbrantes, pores-do-sol românticos e praias de areia vulcânica, não é surpreendente que a ilha atraia cerca de 1,5 milhões de turistas todos os anos.

É perante o cenário de casas brancas e azuis, erguendo-se precariamente das rochas escarpadas, que somos recebidos na cidade de Santorini.

Casinhas brancas e azuis literalmente a erguer-se de  rochas escarpadas, num contraste perfeito entre a sua alvura, o azul do céu e o tom escuro da rocha vulcânica. Tudo mergulhado num mar cristalino e brilhante. Assemelhando-se a um verdadeiro postal, não é difícil perceber porque Santorini é considerado um dos destinos mais procurados por turistas. Mas o que faz desta ilha um lugar tão especial? E o que podemos fazer durante o dia? É a isso mesmo que queremos responder.

A História Vulcânica de Santorini

A presença deste fenómeno, ainda ativo, da natureza que há 3700 anos explodiu e deixou Santorini com a atual formação a fazer lembrar um croissant, influencia fortemente quem ali vive. Parte do grupo de ilhas das Cíclades, Santorini (oficialmente conhecido como Thira, um nome que engloba as ilhas vulcânicas dentro da órbita de Santorini) fica no Mar Egeu, aproximadamente a meio caminho entre Atenas e Creta.

Mas nem sempre a ilha de Santorini teve a forma de um croissant. Em tempos, a ilha foi circular, chegando mesmo a ser conhecida como Strongili (a Redonda). Todavia, há milhares de anos atrás, uma colossal erupção vulcânica fez com que o centro de Strongili se afundasse, deixando uma caldeira (ou cratera) com altos penhascos ao longo do lado leste – agora a paisagem de Santorini que tão bem conhecemos.

O desenvolvimento comercial de Santorini está focado nos penhascos da caldeira no oeste da ilha, com grandes aglomerados de edifícios caiados a aninhar-se em alturas vertiginosas, derramando penhascos e oferecendo vistas espectaculares.

Fira, a capital movimentada da ilha, estende-se a norte, sucedidas pelas aldeias Firostefani (a cerca de 15 minutos a pé de Fira) e Imerovigli (o ponto mais alto da borda da caldeira, cerca de meia hora a pé de Fira). Um caminho que atravessa estas aldeias está alinhado com hotéis de luxo, terraços de restaurantes e oportunidades de fotografias incríveis.

Abaixo deixamos algumas dicas turísticas para que consiga delinear o seu roteiro e aproveitar o melhor da ilha.

Caminhadas

A atividade óbvia é caminhar pela borda da caldeira e admirar as vistas. As caminhadas em torno de Fira são espetaculares, particularmente para o norte para Firostefani e Imerovigli ao longo da Caldera. Continuando a andar, vai chegar a Oia, mas esteja ciente de que este não é um trajeto propriamente fácil: o caminho além de Imerovigli pode ser difícil. No total, trata-se de de 9 km, cerca de três a quatro horas de caminhada.

 

Degustação de vinhos

Os vinhos de Santorini, especialmente os brancos secos e os vinhos de sobremesa, de cor âmbar e não fortificada, são dois dos maiores tesouros da ilha. Ambos são feitos da variedade de uva indígena, assyrtiko: cerca de uma dúzia de produtores locais abrem as portas das suas adegas para degustações e alguns oferecem mesmo comida.

Os pores-do-sol

De toda a ilha se consegue assistir ao belíssimo espectáculo que acontece no céu ao fim do dia: o pôr-do-sol. Mesmo assim, o pôr-do-sol principal é na vila de Oia, onde milhares de pessoas se reúnem todos os fins de tarde para admirar (e aplaudir) o anoitecer.

Natação

Faça mergulho: na piscina do seu hotel, no próprio mar Egeu após um passeio de barco ou até mesmo numa das praias de areia preta que se estendem pela costa leste.

Tours

Qualquer excursão promete encher o seu coração: há dezenas de agências prontas para o ajudar com visitas a adegas, excursões de arqueologia, observações do pôr do sol e mais. A opção mais popular é um cruzeiro, e o itinerário clássico leva-o até às ilhas vulcânicas da caldeira de Nea Kameni e Palia Kameni, com uma paragem na cratera do antigo vulcão.

 

 

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