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Java: a ilha hindu-budista que tem muitas histórias para contar

Java: a ilha hindu-budista que tem muitas histórias para contar

 

Java, a maior de todas as ilhas da República da Indonésia, é a mais visitada pelos turistas. E há várias explicações para que assim seja.

Constituída por seis províncias – Jacarta, Java Oeste, Java Este, Java Central, Banten e Yogyakarta – existem muitos espaços a abordar as formas tradicionais de arte. Repleta de parques nacionais onde se escondem picos pouco explorados, esta é também uma região onde uma rara vida selvagem convive simultaneamente com templos, palácios e paisagens inesquecíveis.

Como símbolo da civilização hindu-budista, todo o território da ilha de Java está repleto de belos edifícios arquitetónicos. Na parte antiga da cidade de Jacarta, abundam os vestígios da presença holandesa. É o caso da ponte levadiça sobre o canal de Kali Besar ou das edificações do século XVIII, que bordejam o caminho até à praça Taman Fatahillah.

Java: o que ver?

Depois de se perder algum tempo com o Monumento Nacional da Praça Merdeka, os lugares mais interessantes são a igreja da Gereja Sion; a galeria de pintura e a cerâmica moderna de Balai Seni Rupa e o Museu Nacional da Indonésia ou Wayang. Nestes museus, não só se pode admirar fantásticas coleções de marionetas tradicionais como também contemplar, todos os domingos, esplêndidas representações de wayang kulit (teatro de sombras com fantoches).

Em Bandung, é só escolher. Poderá optar pela escalada do vulcão Tangkuban Perahu, a visita aos museus Geológico e da Cultura do Oeste de Java ou por passear pelas intermináveis lojas de roupa em Jalan Cihampelas, que recordam que este é um dos maiores centros de produção têxtil do país.

Apesar de não ter monumentos históricos colossais, a província de Java Este tem dúzias de templos pequenos. É o caso de Jalatunda e de Pura Balekambang. O túmulo do primeiro presidente da Indonésia, Sukarno, encontra-se na cidade de Blitar.

Na capital de Central Java, Semarang, é obrigatório visitar o tradicional museu de ervanária, o Jamu Nyonya Meneer e ainda o famoso templo budista Sam Po Kong. Na cidade de Solo, visite o palácio de Sunan (rei).

Em Yogyakarta, não perca o Kraton, o palácio do sultão, a Taman Sari (antiga residência de repouso do sultão), o Museu Sono Budoyo, etc. Nos arredores daquela que é o foco da cultura javanesa situam-se as ruínas de Borobudur e de Tamansarie com os seus jardins aquáticos de origem portuguesa, datados ao século XVIII.

Construído entre os séculos VII e VIII, o templo de Borobudur é um dos maiores monumentos do mundo. Durante cerca de 150 anos, foi o centro espiritual do budismo na ilha de Java. Depois disso, o templo foi perdido e redescoberto apenas no século XVIII. A estrutura de 55 quilómetros quadrados, em pedra vulcânica, foi erguida sobre uma colina, com cinco terraços retangulares, três circulares e um stupa central no topo.

Java: o que comer?

Como em todo o Sudeste Asiático, a pedra angular da cozinha indonésia é o arroz, ao que se adiciona tudo aquilo que se disponha no momento para ser cozinhado e se batiza com o nome de rijsttafel. À parte disto, os pratos mais populares da gastronomia indonésia são o sate, uma espécie de espetada, servido com um molho de amendoins muito picante e o gado gado – salada de verdura com gambas fritas e temperada com o mesmo molho de amendoim.

 

No que toca às bebidas, a cerveja Bintang é muito agradável e muito menos forte que o “vinho” balinês de arroz fermentado. Os chás e os cafés, em todas as suas variedades, fazem as delícias dos aficionados por este tipo de infusões.

A Ilha e as suas províncias

Ilha relativamente pequena, Java tem 112 vulcões, muitos deles activos, como acontece com o Semeru que é o mais alto, com 675 metros de altitude. Os imponentes vulcões são o aspecto natural mais transcendente de Java.

Devido ao seu crescimento económico, Jacarta, a capital de Java e da República da Indonésia, está a converter-se num centro de peregrinação para negócios e turistas, sendo o destino de quem procura fama e fortuna. Com 661 quilómetros quadrados de extensão e cerca de nove milhões de habitantes, provenientes de todas a regiões do país e, por isso, com uma grande variedade étnica, Jacarta é uma das cidades mais povoadas da Indonésia.

Entretanto, na província de Java Oeste habitam 35 milhões de pessoas. Entre os indígenas, estão os sundaneses, os banteneses, os nagas, e os baduis. A capital, Bandung, é uma cidade de ambiente universitário e cosmopolita. Esta cidade teve um papel relevante na história das relações internacionais pela famosa conferência celebrada em 1955, durante a qual se discutiu a não alienação dos países durante a Guerra Fria e a decisiva formação de um grande bloco de Estados denominados Países Não-alinhados.

Apesar de estas gentes viverem em território da ilha de Java, a sua cultura é diferente da cultura javanesa daqueles que vivem em Java Central e Java Este.

Java Este, que inclui a ilha de Madura, no Noroeste da ilha de Java, tem Surabaya como capital. Com uma área de 48 quilómetros quadrados, é habitada por cerca de 29 milhões de habitantes, na sua maioria agricultores.

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Já a província de Java Central abrange Karimun Jawa e as ilhas Kangean, situadas no mar de Java. Ocupando 355 quilómetros quadrados de extensão, tem 30 milhões de habitantes, entre eles os samin, os karimun e os kangean. A capital de Java Central é Semarang, uma das maiores cidades da República da Indonésia. A cidade de Solo, famosa devido ao batik e às danças, também faz parte desta província.

Yogyakarta é a capital de Daerah Istimewa Yogyakarta (DIY), a província governada pelo sultão Hamengkubowono, sob jurisdição do Governo indonésio. Com 3169 quilómetros quadrados, tem cerca de três milhões de habitantes. No passado, Yogyakarta era o poderoso reino javanês, além de ter sido o centro da revolução indonésia contra o Governo holandês, em 1825-1830, e da luta pela independência, em 1945-1949. Nos dias de hoje, mantém vivas as suas tradições e conserva objectos valiosos.

 

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