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7 Maravilhas da gastronomia: quais os tesouros das mesas portuguesas?

7 Maravilhas da gastronomia: quais os tesouros das mesas portuguesas?

 

A gastronomia é extremamente importante para a cultura de qualquer país. Quem o diz não são apenas sociólogos e chefes, mas também historiadores que conseguem olhar para certos pratos e identificar momentos históricos.

Assim, ao longo dos próximos parágrafos, é até à cozinha que vamos. Decidimos que estava na hora de pedir as mais saborosas iguarias e de disfrutar de uma refeição típica de Portugal. Para isso baseamo-nos, claro, nas 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa.

Este parece-nos o critério mais legítimo para falar de gastronomia portuguesa. Em 2011, quando os portugueses de juntaram para eleger os melhores pratos do país – à semelhança do que tinha acontecido já com as 7 Maravilhas de Portugal e as 7 Maravilhas da Natureza – os vencedores fizeram todo o sentido.

Depois de uma etapa inicial de candidaturas, foram apuradas 70 pré-finalistas. Entretanto, apenas 21 foram escolhidos por um grupo de jurados para irem à final. A partir daí, as iguarias foram submetidas a votação pública, que podia ser realizada através do telefone ou da Internet.

Por fim, a votação culminou no anúncio das 7 maravilhas da gastronomia, transmitido em direto, numa cerimónia da RTP – um dos patrocinadores oficiais. Entre os principais critérios na escolha dos pratos destacavam-se os ingredientes (que deviam ser tradicionalmente portugueses) e a história do próprio prato. Todas as receitas tinham de ter pelo menos 50 anos e serem consideradas como símbolos das suas regiões.

E agora vamos então aos resultados. Recomendamos que,  se estiver de barriga vazia, vai ficar com água na boca. Aceita correr o risco? Vamos lá então!

As 7 Maravilhas da gastronomia portuguesa

1 – Alheira de Mirandela

A primeira iguaria deste menu tipicamente português é natural de Trás-os-Montes e é um dos enchidos mais populares de todo o país. A alheira é um perfeito representante do fumeiro transmontano e pode ser servida de várias formas, sozinha ou acompanhada. Na sua versão mais tradicional, serve-se frita, assada no forno ou grelhada na brasa. É também um excelente ingrediente para colocar no cozido ou na feijoada.

2 – Queijo da Serra da Estrela

O cheiro pode até nem ser o mais agradável, mas o sabor compensa seguramente a experiência olfativa. Extremamente simples, o Queijo da Serra da Estrela é feito a partir do leite das ovelhas autóctones, misturado com flor de cardo e sal marinho. A iguaria faz parte dos hábitos das pessoas da região e é presença assídua em festas tradicionais e dias de comemoração.

3 – Caldo Verde

 

A pergunta mais importante quando falámos desta sopa é: prefere com ou sem chouriço? O caldo verde é típico do Norte do país, principalmente da região do Minho e do Douro. Na confeção é usada couve-galega e dita a tradição que seja servido em tigelas de barro. Em “Uma Casa Portuguesa”, Amália cantou: “Basta Pouco, Poucochinho p’ra alegrar, uma existência singela… É só Amor, pão e vinho, e um Caldo Verde, verdinho a fumegar na tigela”.

4 – Arroz de Marisco da Marinha Grande

A costa portuguesa é rica em crustáceos e bivalves. E quem visita a Marinha Grande não pode ir embora sem provar o famoso Arroz de Marisco da Praia de Vieira. As águas são famosas pelas propriedades medicinais, mas é o sabor a mar que permanece na memória. Arroz de Marisco que é Arroz de Marisco leva lagosta, amêijoa e camarão. É servido no tacho e temperado com coentros.

5 – Sardinha Assada de Setúbal

A sardinha está para a gastronomia portuguesa como a Amália está para o Fado. Embora a eleita tenha sido a de Setúbal, a verdade é que a iguaria encontra-se espalhada um pouco por todo o país. O consumo aumenta nos Santos Populares e há até uma expressão que diz “puxar a brasa à nossa sardinha”. Em sentido literal, a frase remete para a forma de confeção tradicional de Setúbal, onde o peixe é assado em lume brando, numa grelha dupla e de barriga para baixo.

6 – Leitão da Bairrada

Acha-se que o leitão assado está em Portugal desde o tempo dos romanos. Os primeiros registos remontam aos anos 20, altura em que o prato começou a fazer parte do menu dos hotéis e restaurantes da região da Bairrada. Atualmente, são assados cerca de 3 mil leitões. A preparação tradicional é em forno a lenha, aquecido com madeira de vides ou de eucalipto. O leitão é assado no espeto e demora cerca de 2 horas a ser cozinhado.

7 – Pastel de Belém

É em Belém que encontramos um das iguarias símbolo da nação. Estávamos no século XIX, quando junto ao Mosteiro dos Jerónimos existia uma refinaria de açúcar. Com o encerramento das ordens religiosas na sequência da revolução liberal, alguém que trabalhava no mosteiro pôs à venda um pastel com características únicas, e que começou a ganhar fama por todos os que passavam a região. Na altura, Belém ainda era longe de Lisboa e por lá costumavam passar navios cheios de viajantes. Em 1837, o pastel começa a ser produzido num anexo da refinaria a partir de uma receita secreta vinda do mosteiro, mantendo-se fiel até aos dias de hoje.

 

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