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Descubra o que não sabe acerca das ilhas do arquipélago dos Açores

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Descubra o que não sabe acerca das ilhas do arquipélago dos Açores

 

A formação geológica do arquipélago remonta ao período Terciário e a primeira ilha a surgir foi a de Santa Maria (há 8,1 milhões de anos atrás). Todas as ilhas são de origem vulcânica e quem lá passou diz que a sua beleza não se equipara à de qualquer outro lugar no mundo.

Não há, no entanto, certezas sobre quem foi o primeiro a chegar ao arquipélago. À semelhança da Madeira, julga-se que já vários navegadores tinham passado pelas ilhas dos Açores antes destas serem reclamadas por Portugal.

De acordo com informação cartográfica, a descoberta dos Açores pelos portugueses – nomeadamente dos grupos oriental e central – fixa-se entre os anos de 1427 e 1431; e apesar das dúvidas, sabe-se que, em 1431, Gonçalo Velho esteve efetivamente lá.

O nome Açores está envolto numa situação caricata. Reza a história que, quando chegavam perto do arquipélago, os navegadores portugueses avistaram muitas aves que acharam ser açores. O nome acabou por ser escolhido para batizar o grupo de ilhas, mas afinal as aves não eram açores, mas sim milhafres. Independentemente do erro, o nome acabou por ficar.

Atualmente, as ilhas vivem de uma forte aposta no setor turístico, mas muitos habitantes queixam-se do desenvolvimento desigual de ilha para ilha. O turismo rural ocupa aqui um papel de destaque juntamente com o turismo de aventura. Atividades ao ar livre é o que não falta e em cada ilha há inúmeras maravilhas naturais para descobrir.

Conheça mais sobre as principais ilhas dos Açores

Terceira

A ilha Terceira chama-se assim porque foi a terceira ilha dos Açores a ser descoberta. O apelido de “Ilha Lilás” deve-se à flora rica em glicínias vistosas que dão cor e perfume à região.

A capital, Angra do Heroísmo, é uma das cidades mais importantes, devendo o seu nome a D. Pedro IV, monarca que decidiu homenagear a terra durante a Guerra Civil que opôs liberais a absolutistas. É também nesta ilha que encontramos a famosa Base Aérea das Lajes, construída durante a II Guerra Mundial e com uma importância estratégica ainda atual.

Do ponto de vista turístico, há pontos que têm obrigatoriamente de ser visitados. Falámos do Centro Histórico de Angra do Heroísmo (que é Património Mundial e onde se destaca a Sé Catedral), o Forte de São Sebastião (também conhecido por Castelinho), o Algar do Carvão (uma antiga chaminé vulcânica) e paisagem do Monte Brasil (uma antigo vulcão usado como fortaleza).

Graciosa

A Graciosa é a ilha que fica mais a norte do arquipélago. O terreno é o mais plano das 9 ilhas e não é por acaso que a ilha recebeu este nome. Com uma beleza que deixa os turistas boquiabertos, a ilha possui rochas de cor esbranquiçada. Ao contrário das outras ilhas, na Graciosa a população fixou-se no interior e não no litoral.

Os moinhos de vento que fazem lembrar os da Holanda são uma das imagens de marca. Há também a Furna no Enxofre, uma antiga caverna onde há um lago; as Termas do Carapacho com propriedades medicinais no tratamento de doenças de pele e motoras; e várias igrejas (como a Igreja Matriz de Santa Cruz, a Igreja de São Mateus, a Igreja de Guadalupe e a Igreja de Nossa Senhora da Luz).

São Jorge

A ilha de São Jorge é muitas vezes comparada a um monstro couraçado graças às suas fajãs de tonalidade castanha. Atualmente, o solo destas formações geográficas é fértil, facto que faz com que sejam utilizadas para cultivar cereais, vinhas e vegetais. O microclima único é próximo ao tropical, o que permite a plantação de frutos tropicais, café e banana.

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As paisagens naturais são aconselhadas para todos os amantes das caminhadas. Aconselhamos, por isso, que calce as sapatilhas e parta em direção ao Pico da Esperança, à Fajã de São João, à Fajã da Caldeira de Santo Cristo e à Fajã de Vimes.

Pico

A ilha do Pico é chamada de “Ilha Cinzenta” pelo enorme relevo montanhoso e pela presença reduzida de vegetação. É aqui que encontramos o ponto mais alto de Portugal, a Montanha do Pico, com cerca de 2351 metros de altitude. Além do cone vulcânico maior, que é o cume da Serra do Pico, existe uma série de outros pequenos cones  onde encontramos  charcos, lagos e outras massas de água.

Os principais pontos turísticos da ilha são o Farol da Ponta dos Rosais, a Paisagem Cultural da Vinha do Pico, o Museu Marítimo da Construção Naval, A Igreja de Santa Maria Madalena, a Casa do Pico e o Núcleo Arqueológico do Alvião, o Parque Matos Souto, o Museu da Indústria Baleeira, o jardim dos Mistérios e São João e Silveira, as  Grutas de Torres e o Museu do Vinho.

Faial

O apelido de “Ilha Azul” não se deve à água, mas sim às inúmeras hortênsias que nascem no Faial. Do ponto de vista geológico, a ilha é marcada por uma cratera vulcânica com 2km e 400m de profundidade. No pico mais alto encontramos um vulcão adormecido há mais de 340 anos, o Cabeço Gordo.

A cidade de Horta é talvez a maior atração da ilha e uma das mais cosmopolitas e movimentadas. É lá que encontramos a Fábrica da Baleia de Porto Pim, o Forte de Santa Cruz, o Museu da Horta e a Igreja Matriz de São Salvador. Se estiver na ilha, não pode deixar de visitar também a Caldeira de que há pouco lhe falámos, e o Vulcão dos Capelinhos.

Flores

O grupo ocidental é composto apenas por duas ilhas. A ilha das Flores chama-se assim graças à abundante variedade de flores, das quais se destacam as azáleas cor-de-rosa. Muitas das plantas nascem espontaneamente e são transportadas por aves migratórias vindas de outros pontos do planeta, como a Flórida. Posto isto, já deve estar a imaginar as magnifica paisagens, onde o tom das flores se conjuga com o verde das árvores e o azul do céu e do Atlântico.

A ilha é maioritariamente rural e são frequentes as queixas quanto à falta de infraestruturas. A verdade é que a maior riqueza da ilha está no património ambiental e nas vistas que deslumbram quem por lá passa. A Fajã de Lopo Vaz, a Caldeira Funda e Raza, a Gruta dos Enxaréus, o Morro Alto e Pico da Sé, o Poço de Bacalhau e as Sete Lagoas são apenas alguns locais a visitar.

Corvo

O Corvo é a mais pequena das nove ilhas dos Açores e, vista ao longe, faz lembrar um pequeno ponto negro no meio do oceano. Ao todo são apenas 17 km quadrados de terra, onde a eletricidade e os telefones só chegaram mais tarde. O isolamento faz com que os habitantes tenham uma identidade muito própria e ainda é possível encontrar quem fale o dialeto da ilha.

Apesar das dimensões, a ilha maioritariamente rural oferece a todos os que a visitam a hospitalidade típica de Portugal. Para os que gostam de passear, esta é uma oportunidade para conhecer o Miradouro do Caldeirão, o Centro de Interpretação do Corvo, a Igreja de Nossa Senhora dos Milagres e os antigos moinhos vento.

 

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